Ir para o conteúdo principal

Uncategorized

Como configurar o Asana para acompanhamento de projetos

8 jul 2026 | plugnrank | Leitura: 6 min

Como configurar o Asana para acompanhamento de projetos

Se você já perdeu horas tentando descobrir “em que pé está” um projeto, o Asana pode resolver isso desde que seja configurado do jeito certo. A ideia aqui é simples: cada projeto precisa ter um lugar único para tarefas, responsáveis claros, prazos visíveis e um fluxo de status que não dependa de mensagens soltas no WhatsApp.

Nas próximas seções, você vai ver como configurar o Asana para acompanhamento de projetos com um modelo prático, pronto para você adaptar ao seu time.

Defina como você quer acompanhar projetos (antes de mexer no Asana)

Antes de criar qualquer lista, responda estas três perguntas. Elas evitam o cenário comum: você cria páginas, mas ninguém usa porque não faz sentido para a rotina.

  • Quais projetos precisam de acompanhamento? (todos, ou apenas os estratégicos)
  • Qual nível de detalhe você precisa? tarefas pequenas demais viram ruído; grandes demais viram atraso escondido.
  • Como o status será comunicado? por atualização no projeto, por marcos, por painel semanal ou por todos esses pontos?

Estruture o Asana com uma hierarquia que faça sentido

Uma configuração boa começa pela forma como você organiza. Use uma hierarquia simples para que qualquer pessoa entenda onde está cada coisa.

1) Crie um “espaço” ou organização por área (se fizer sentido)

Se sua empresa tem áreas claras (Operações, Comercial, Marketing, Projetos), separe por área. Se não tiver essa divisão, mantenha tudo em um único lugar e foque em padronizar projetos.

2) Use projetos como “unidade de acompanhamento”

Para cada projeto que precisa ser acompanhado, crie um projeto no Asana. Evite misturar vários projetos em uma única lista longa. Isso mata a visibilidade.

3) Padronize a nomenclatura

Um padrão simples reduz confusão. Exemplo de regra:

  • [Cliente/Área] – [Projeto] – [Ano]
  • ou [Projeto] – [Início (mês/ano)]

O importante é que todo mundo saiba onde olhar.

Crie um modelo de projeto para acompanhamento

O maior ganho vem de repetir um modelo. Assim, cada novo projeto começa certo, sem improviso.

1) Defina campos que viram “controle”, não burocracia

Dentro do projeto, use campos que respondem rapidamente:

  • Responsável
  • Prazo (ou data de entrega)
  • Status (ex.: Não iniciado, Em andamento, Bloqueado, Concluído)
  • Prioridade (se fizer sentido para seu time)
  • Dependências (quando uma tarefa trava outra)

Se você criar campos demais, vira planilha. Comece pelo mínimo que dá previsibilidade.

2) Use seções para organizar o fluxo do trabalho

Se o seu projeto tem etapas, use seções. Isso facilita reunião e acompanhamento.

  • Planejamento
  • Execução
  • Validação
  • Entrega

Se seu projeto não tem etapas claras, use seções por status (Em andamento, Bloqueado, Concluído).

3) Crie tarefas com formato consistente

Tarefa boa é tarefa que alguém consegue executar sem adivinhar. Use um padrão de descrição:

  • O que fazer
  • Critério de pronto (como você sabe que acabou)
  • Link do material (quando houver)

Exemplo simples de critério: “Entrega da versão revisada aprovada pelo responsável”.

Configurar o Asana para acompanhamento de projetos: prazos e responsáveis sem brechas

É aqui que muita empresa falha. Não adianta ter tarefas se o time não sabe quem responde e quando precisa acontecer.

1) Atribua responsáveis em toda tarefa relevante

Se uma tarefa não tem responsável, ela tende a virar “tarefa do grupo”. No Asana, deixe claro quem é dono do trabalho.

2) Use prazos para o que realmente importa

Coloque datas em tarefas que movimentam o projeto. Se tudo tiver prazo, ninguém enxerga o que está atrasado.

Uma regra prática: prazos em entregas e marcos. Detalhes podem seguir a lógica das seções e dependências.

3) Trate bloqueios como informação, não como desabafo

Quando algo travar, registre no Asana com:

  • o que está bloqueado
  • por que está bloqueado
  • o que precisa para destravar

Isso evita reunião para “entender o que aconteceu”. Você já chega com o contexto.

Organize visualizações para o acompanhamento do dia a dia

Depois que o projeto está montado, você precisa de uma forma de enxergar rápido. No Asana, use visualizações para cada tipo de necessidade.

Visão do gerente: status e prazos

  • Priorize uma visão que destaque status, responsável e prazo.
  • Use filtros para ver apenas o que está em andamento ou bloqueado.

Visão do time: o que eu preciso fazer

  • Garanta que cada pessoa veja suas tarefas atribuídas.
  • Evite que o time tenha que “procurar” o que é dele dentro do projeto.

Visão de marcos: o que vai acontecer agora

Se seus projetos têm entregas importantes, crie tarefas que funcionem como marcos. Assim, o acompanhamento vira conversa sobre progresso real, não sobre atividade.

Defina o ritmo de atualização (para o Asana não virar arquivo)

O Asana só funciona se houver um hábito. Sem isso, você vai voltar para mensagens e planilhas.

Ritual mínimo semanal

  • Todo responsável atualiza status e próximos passos das tarefas sob sua responsabilidade.
  • O gestor verifica o que está bloqueado e o que está perto do prazo.

Regra simples para reuniões

Se uma reunião não gera decisão, ela vira ruído. Faça o seguinte:

  • use o Asana como base
  • na reunião, decida o destrave do que está bloqueado
  • registre no Asana o que foi decidido (tarefa, responsável e prazo)

Integre o Asana ao fluxo do time sem duplicar trabalho

O erro mais comum é duplicar: a equipe registra no Asana e também mantém outra lista paralela em planilha ou chat. Escolha um “lugar da verdade”.

  • Se o trabalho é gerenciado no Asana, evite planilhas paralelas para status.
  • Use o chat para avisos rápidos, mas mantenha o status e decisões no Asana.
  • Quando houver documento, linkue a referência na tarefa em vez de enviar arquivos por vários canais.

Checklist final para colocar o acompanhamento de projetos no trilho

  • Cada projeto tem seu espaço próprio no Asana.
  • Existe padrão de nome e de estrutura do projeto.
  • Tarefas relevantes têm responsável.
  • Prazos existem para entregas e marcos.
  • Status e bloqueios são atualizados com informação objetiva.
  • Há visualização para gerente e para o time.
  • Existe um ritmo de atualização (mínimo semanal).

Erros comuns ao configurar o Asana (e como evitar)

  • Criar projetos demais: se tudo vira projeto, nada vira prioridade. Comece pelos projetos que exigem acompanhamento.
  • Detalhar demais no início: primeiro garanta marcos, responsáveis e prazos. Depois refine tarefas.
  • Não definir critério de pronto: tarefa vira “trabalho em aberto” e o projeto não anda.
  • Atualização opcional: se ninguém é cobrado por atualização, o status perde valor.

Próximo passo: adapte o modelo ao seu tipo de projeto

Escolha um projeto real que está em andamento. Monte o modelo no Asana, aplique em 1 semana e ajuste o que estiver confuso. O objetivo é que, ao olhar o projeto, você consiga responder em segundos: o que está andando, o que está travado e o que vence primeiro.

Se quiser, você pode me dizer como são seus projetos (quantas etapas, tamanho do time e como vocês hoje acompanham status) que eu ajudo a transformar isso em um modelo de projeto no Asana com campos, seções e ritmo de atualização.